Quando sugerimos um livro, ou um artigo de jornal, falamos em sugestão de leitura. Quando passamos à leitura online, o termo pode ser reutilizado, sem perda de significado.
No entanto, não conheço uma expressão equivalente, para quando se pretende sugerir um programa de televisão, ou uma série, ou algo do género; e muito menos quando se trata dum vídeo no Youtube.
Fica uma tentativa, que dá o título: sugestão televisiva. Mas, basicamente, o que pretendo dizer é: se tiveres oportunidade, vê este vídeo.
É uma entrevista ao historiador Yuval Noah Harari, em que ele discute o paradoxo da inteligência humana, argumentando que a nossa tendência autodestrutiva deriva de redes de informação deficientes, que privilegiam a ordem e a ficção em detrimento da verdade.
Na sua visão, a informação funciona historicamente como um mecanismo de conexão social e não como um espelho da realidade, o que permite que mitologias e ilusões dominem o discurso público.
A ascensão da inteligência artificial agrava este cenário, pois a tecnologia actua como um agente autónomo e imprevisível, capaz de monitorizar populações e manipular sistemas financeiros sem supervisão humana. Yuval Noah Harari alerta que esta evolução inorgânica ameaça o diálogo democrático, uma vez que os algoritmos priorizam o envolvimento emocional e destroem a base factual necessária para a prestação de contas.
Para proteger a civilização, o historiador defende a regulação rigorosa das empresas tecnológicas e que o futuro da humanidade depende da nossa capacidade de limitar a influência de agentes não humanos nos debates essenciais da sociedade.
Comentários
Enviar um comentário